Rascunho de “Brasil” ultrapassa 400 páginas

Bom dia, queridos e queridas. Esta é uma curta nota celebratória.

Anteontem (15/03), o rascunho de “Brasil”, meu próximo livro, passou de 400 páginas, somando hoje 198 mil palavras em 407 páginas. Não sei se, feitas todas as revisões, será meu mais extenso romance (neste quesito, “Brasiliana” é um épico difícil de ser batido), mas estou certo de que ele terá o tamanho adequado à sua proposta.

Sempre imaginei “Brasil” como o melhor dos meus livros, portanto me satisfaço ao notar que sua escrita não me tem gerado os problemas que semelhante trabalho acarretaria a outros escritores na minha idade. Minha rotina diária, intensiva de produção explica, em parte, esta naturalização do meu processo criativo; talento e suporte de terceiros são o outro componente indispensável desta dádiva.

De resto, interrompi a busca por editoras para não mais desviar o foco da criação. Planejo, dada urgência dos tempos, primeiro terminar a minha bibliografia (ou seja, mais quatro livros além destes quatro já concluídos ou em conclusão) e só depois me aventurar em traduções e envios a editoras estrangeiras.

Gostaria muitíssimo de ser descoberto e de iniciar minha fama no Brasil, mas hoje entendo que certas coisas simplesmente estão fora do meu alcance. Considerando, porém, que os últimos seis meses foram uma sucessão de surpresas agradáveis, vai que, algum dia, este meu ceticismo seja derrubado. 🙂 Seria excelente! 😀

Estou fora do Brasil e sem acompanhar nenhuma notícia do país, à exceção das que chegam em sites globais: [1], [2]. A situação continua calamitosa aí? Deixem-me sabendo.

Grande abraço e ótimas leituras!

Cysne.

P.S.: atualizarei meu “Diário de Obras” com um bloco das novas obras que consumi assim que terminar o primeiro rascunho de meu livro. Por enquanto, posso recomendar-lhes vigorosamente “Kong: A Ilha da Caveira“, o melhor, mais divertido e ocasionalmente genial filme mainstream do ano.

P.S.2.: queria muitíssimo conhecer Jordan Vogt-Roberts, diretor do referido filme. Seu talento demonstrado na produção é impressionante!

Rascunho de “Brasil”, novo livro de Diogo Cysne, chega a 100 mil palavras

Boa noite, caros.

Estou contente em dizer que, nesta quarta-feira, uns dois meses após dar início à escrita, o primeiro rascunho de meu próximo livro, “Brasil“, já alcançou metade de seu tamanho final previsto – o que significa, por enquanto, 100.000 palavras (209 páginas).

“Brasil” é minha maior e mais ambiciosa obra, com o potencial de ser, de longe, a melhor de minha carreira—incluindo todos os livros que ainda escreverei.

Não há muito espaço aqui para eu falar muito sobre o projeto, pois receio que gerarei mais dúvidas do que as responderei. Devo enfatizar que o volume intimidador (para alguns) não será nem de perto o tamanho final, que é sempre reduzido em 20-35% durante as revisões.

Deste modo, estimo que o livro final, pronto para envio a editoras ou venda em livrarias, terá cerca de 350-420 páginas (dimensões padrões de mercado).

E o livro está ficando bom, Diogo lindo?

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Com delicadeza vocês perguntam, com delicadeza eu respondo: sim. Ou, pelo menos, o processo de “rascunhamento” está sendo o melhor de minha carreira.

Quando autores adquirem suficiente familiaridade tanto com o hábito da escrita quanto com seu próprio estilo, acredito que, ao menos para a maioria, o processo de rascunho torna-se muito rápido e prazeroso. Para cada dia “ruim” que tenho, outros cinco maravilhosos se seguem, o que é uma proporção fantástica.

Não obstante, terminado o rascunho, o provável é que eu encontre uma bagunça ilegível onde antes achava haver um texto maravilhoso, o que me levará a um árduo e deprimente processo de revisão. Foi assim com “Brasiliana“, meu livro anterior, e possivelmente será ainda pior neste “Brasil” – pior, afinal, porque um rascunho mais rápido significa um texto menos caprichado.

Oh, não! Quer dizer que “Brasil” pode ir pro ralo?

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Ver sua obra não dar em nada é um risco que todo escritor corre ao iniciar um livro. São os ossos da profissão. É tolo quem desconsidera tal risco e desonesto quem faz pouco caso dele.

Ainda assim, o provável é que tudo termine muito bem e que “Brasil“, após numerosas correções, se torne o meu mais formidável trabalho. Ele tem escopo, ambição e inteligência para ser um dos melhores livros já escritos, então preciso somente “dar ouvidos” ao meu instinto e cuidar para não me desviar destas virtudes.

Brasiliana” é, de novo, um bom exemplo: seu texto foi atroz na primeira revisão e terminou muito bom após a sexta (contudo, ainda há espaço para aprimoramentos, creio).

Deste modo, meu lindo “Brasil” provavelmente será tudo aquilo que eu imaginei: o ápice de minha bibliografia, e o livro perante o qual muitos outros serão medidos. 😉

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Imagem: Renato Fraccari